Crenças, Valores e um Modelo

Hoje estava passando e vi um motoqueiro vindo de moto na contra-mão, com uma mulher atrás, e, os dois, sem capacete.

Dizem que as pessoas são guiadas por seus sistemas de valores e crenças.

Vejamos o caso do motoqueiro.

Um valor que não podemos creditar à ele com certeza é este: responsabilidade. No seu caso, é mais provável que ele valorize muito mais o que acredita ser esperteza (é claro se trata de uma falsa esperteza, visto que andar de moto na contra-mão em uma via movimentada, com uma mulher atrás e os dois sem capacete ultrapassa todos os limites da burrice…).

E quanto ao seu sistema de crenças? O que o levou pensar e decidir por pilotar a moto daquela maneira arriscada?

Bem, suponho que, em primeiro lugar, a confiança em si mesmo, em sua super habilidade em pilotar motos (e, é claro, em sua esperteza).

Podemos deduzir também um alto padrão de confiança (cega, é claro), nos motoristas (desconhecidos) que vinham contra a sua direção. Alguma coisa – que não sei o que é – deu-lhe confiança suficiente, por exemplo, para supor que nenhum motorista embriagado viria ultrapassando um carro contra a sua direção, o que provavelmente seria fatal.

Bem, talvez possamos deduzir também que o “correr riscos” seja um valor importante para este motoqueiro, enquanto a preservação e a proteção da vida, nem tanto.

Eu me pergunto, como um valor como a responsabilidade pode ser colocado em um grau abaixo do da esperteza? E o que leva uma pessoa a confiar tanto em si mesmo desta forma?

Vivemos um mundo carente de padrões elevados de valores, e sistemas elevados de crenças, ou seja, um senso de importância sobre onde depositamos nossa confiança, bem como a solidez de suas bases.

De alguns anos formado e, agora, olhando para o ambiente estudantil com mais maturidade, percebo que os currículos acadêmicos, que procuram dar conta de conteúdo intelecto-sócio-cultural, não são suficiente para a formação do caráter do ser humano. Os estudantes de nossa geração carecem de uma base sólida onde possam construir seus sistemas de crenças e valores, bem como de um modelo confiável de caráter. Quando penso neste modelo, , apenas um nome salta a minha mente: Jesus Cristo.

Jesus é considerado por eruditos de todas as partes do mundo, bem como de todas as religiões, como o maior homem que já existiu. A maioria das pessoas, inclusive críticos do cristianismo, reconhece um alto padrão de integridade em Jesus.

Jesus Cristo personifica todos os valores universalmente conhecidos como os de mais alto escalão, como: responsabilidade (que tanto faltava àquele motoqueiro), verdade, justiça, honestidade, respeito (inclusive à vida alheia, tão aspirada pelos movimentos pela paz), a própria paz, a humildade, entre outros.

Isso tudo faz de Jesus um personagem de inestimável valor, por si mesmo. E apenas isso já seria motivo suficiente para que a pessoa de Jesus e suas declarações (e as declarações acerca dele), estivesse plenamente presentes nos círculos escolares.

No entanto, além de valioso, Jesus se sustenta, por mais de 2 mil anos, como a figura mais confiável da História. De fato, temos motivos suficientes para acreditarmos nisso.

O testemunho público de vida de seus primeiros seguidores, é uma prova histórica do poderoso impacto ocasionado pelo contato direto ou indireto que tiveram com ele. Mesmo depois, quando não era mais possível esse contato, as pessoas continuavam experimentando transformação simplesmente pela fé nele. Isso prova que a pregação de Cristo acompanhada pela fé daqueles que a recebem, tem poder para transformar corações e vidas, em qualquer tempo (visto que a mensagem é atemporal) e lugar (visto que é universal). Isso inclui as universidades nos dias de hoje.

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